CLIPPING DE 01/05/2013


Equidade de gênero nas empresas: por uma economia mais inteligente e por direito:
A igualdade entre homens e mulheres não pode ser entendida apenas como boa prática, mas como produto de lei, de dever e de direito de todos.
Por Camila Morsch*
 Há algumas décadas, esforços têm sido empreendidos para promover a equidade de gênero e a diversidade em vários espaços sociais, inclusive no mercado de trabalho. Ainda, desigualdades que afetam muitos grupos, como mulheres, pessoas com deficiência e as populações negra e indígena precisam ser superadas. Grupos que são afetados por múltiplos tipos de discriminação, como mulheres negras, por exemplo, estão situados na base da pirâmide socioeconômica. No levantamento feito pelo Instituto Ethos, em 2010, sobre o Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil, foram encontradas apenas seis mulheres negras no quadro executivo. Números assustadores como este são ferramentas importantes para entendermos que as iniquidades de gênero, especialmente esse tipo de iniquidade interseccional, estão longe de ser resolvidas e que o simples fato de ser mulher, ou mulher negra, ou mulher indígena, tem um impacto enorme no nosso trabalho e nas nossas vidas.